1 de jun. de 2010

MÃE

Mamãe...
Diante de ti fico a observá-la,
Imaginando quantas vezes seus olhos me procurou.
Essa sua boca que chamou tão carinhosamente.
E me disse tantas coisas que só uma mãe diz.
Me ensinando a viver como uma pessoa de bem.
Me ensinando a rezar e amar meu Deus como sempre fez.
Essas suas mãos que sempre me acariciaram,
E fizeram cafuné em meus cabelos enquanto me contava estórias.
Mãos que não paravam de trabalhar...
Seus pés... que muitas vezes enquanto eu já estava deitada,
Ainda escutava o seu caminhar.
Como isso me tranquilizava!
E me dava a segurança de que ainda estava por perto.
Hoje te vejo diante de mim passiva,
Com sorriso nos lábios e o rosto sereno.
Relutante em nos deixar;
Pois nunca se afastara de nós.
A luta continua como sempre fez!
Minha vontade é dar-te a minha própria vida como deu à mim.
Como é difícil te dizer adeus.
Mas digo:
Vai em paz mamãe.
Vai para junto deste Deus que te deu a vida!
Rogue por nós seus filhos queridos.
E faça lá uma grande morada.
Para que nós, seus dez filhos  queridos,
Um dia possamos te encontrar,
E sermos todos felizes novamente!

Mariangela Vieira