13 de fev. de 2012

Uma intrépida viagem.











Ando devagar
sentindo meus pés calcarem os pedregulhos saltitantes do meu caminho, tentando impedir-me de caminhar.

Desvencilho-me deles,
sentindo a aragem amena batendo em meu rosto, abrandando o calor latente, que faz pulsar o sangue nos riachos do meu interior.

Olho vagamente a intrépida viagem, 
e prossigo, 
porque desanimar não faz parte do plano que abarca a minha paisagem. 

Respiro fundo e sigo, 
com as nuvens,
Pousando sutilmente e em vão,
tentando encobrir a minha visão.

Eu resisto e insisto em cada obstáculo,
com o olhar fixo na chegada.
E o que estiver me esperando, 
valerá muito a pena.

Mariangela Vieira