7 de mar. de 2012

Mas, até quando?












Gosto muito de contemplar o contraste do verde das cadeias
montanhosas com a cor do céu, e sentir o aroma magnífico que exala
daquele verdadeiro paraíso.
Voltar para o meu refúgio à passeio, para a minha terra, é sempre um
prazer enorme, onde posso curtir aquela natureza tão bem preservada,
e rever o lugar em que nasci e vivi, durante anos da minha vida.
O mesmo riacho, as mesmas árvores, o cafezal em flor, enfim, o mesmo
aroma!
Embrenhei-me mata a dentro,  folhas abundantes caiam das árvores
e cobriam o chão, alguns barulhos me assustava um pouco, acho que já
estava desacostumada com os gritos dos gaviões, e de alguns bichinhos
nativos dali.
Mesmo assim me sentia em casa!
Não apresentava perigo para mim, os bichos não atacam quem
os respeita.
Gostava muito de me banhar no riacho, de subir nas árvores, de ver as
orquídeas que nasciam naturalmente ali, no seu habitat.
E as avencas... como gostavam daquele frescor!
Que ar puro meu Deus!
As folhagens e flores das árvores...tão lindas, balançando
ao vento, deixando passar de vez em quando um feche da
luz do sol.
O barulho das águas do riacho escorrendo, tão gelada e limpida!
Meus passos ecoavam por toda a mata se misturando com
as cantigas das passaradas.
As frutas silvestres estavam por todos os lados. Os pássaros
espalhavam as sementes que se reproduziam deliciosas.
Era muito bom estar ali renovando o meu  ar, revendo lugares.
E principalmente vendo que as mãos humanas, ainda não chegaram ali, para
destruir aquilo que Deus fez com tanto carinho!
Mas, até quando?

Mariangela Vieira