Volvo o meu olhar para uma triste imagem,
de uma mãe que repousa à beira da calçada.
O filho desnudo ao colo contempla,
faminto, agarrado ao seu peito seco.
Olhar apagado e sem vida pedindo socorro...
Refletindo a miséria de agora e do passado.
Pequena, me senti diante desse
quadro, ofuscado pelas diferenças
de uma sociedade injusta.
Onde ali, para ela eu era tudo.
E para mim, agora, eu não
sou nada!
Mariangela Vieira
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