No silencio da noite
Linda e perfumada,
A lua acordada
Ilumina a escuridão.
Com sua cor prateada
Clareia toda mata,
Põe-se refletida nas flores,
E até a rabiscar o chão.
Eu daqui ouço quieta
O choro das ramadas,
O barulho do riacho
Que escorre na campina.
E na sensualidade da noite,
Milhões de vaga lumes errantes,
Brilham no céu iluminado
Até o descortinar da manhã.
Mariângela Vieira