12 de jul. de 2014

Que venham as primaveras!















Não consegues chorar
Em teu peito aperta a saudade
Por alguém que passou
Sem ao menos parar.

Deixando apenas
Rastros de ternuras
E vagas palavras
Soltas pelo ar.

Mas se ao menos chorasse...
Esvaziaria toda angústia
Encrustada na alma árida,
E voltarias a sonhar.

Que venham as primaveras!
E mesmo que o tempo avance
Nesta longa espera, 
Com esperanças há de alcançar.

Mariângela Vieira