5 de nov. de 2014

Rastros de belezas.













Todos dormem agora...
Talvez até relembrem
Aquela manhã distante
Em que abraçamos 
Com nossos olhares admirados
Aquela maravilhosa paisagem. 
Vestida de verde ondulante,
Cheia de luz e
Adornada pelo céu azul
Daquela madrugada fria.
Envolvidos estávamos
Pelo silêncio
Que se ouvia apenas
O sussurro das águas,
Puras e livres,
Num canto solene para
A natureza que despertava.
E que ainda nem se ouvia 
Os cantos dos pássaros, 
E as batidas das asas.
E naquele chão,
Ainda não se via trilhos,
Nem vestígios da criação humana.
Tudo era mesmo um mistério.
Onde eu creio
Que naquele lugar,
Certamente
Deus tinha acabado de passar.
Deixando seus
Rastros de belezas,
Que ficaram gravados 
Em nossas memórias.


Mariângela Vieira