Vagueia um homem solitário,
Sob os raios do sol ou a luz da lua.
Tendo dois companheiros apenas,
Os passarinhos e as estrelas.
Quando o dia está ensolarado
Ou a noite clara e fria,
Teme que as luzes se apaguem!
Com medo de sentir-se sózinho.
Vai ao córrego de água limpa ao nascer do dia.
Para refrescar-se e matar sua sede, e
Enquanto anda canta saudades,
Para não sentir-se tão descontente.
Talvez se sinta um errante...
Em ter alegrias nessas andanças!
Por sentir nelas a sua recompensa,
Ao ver as alvoradas e as manhãs tão belas!
Mariângela Vieira
