20 de mar. de 2015

Criança crescida.















Noite de lua clara e sem véu,
Que assombra no silêncio,
Os passos apressados e medrosos
Da criança crescida,
Que caminha sozinha
Pela rua triste e silenciosa,
Iluminada somente pela luz da lua.
Diferente daquela rua da infância,
Das brincadeiras alegres!
Ela ainda conserva no olhar
Aquela ingenuidade infantil.
E na memória;
As confidências que o silêncio não apaga.
Noite escura,  sem véu...
Alma clara e nua!
A alma limpa que sonha
Os leves desejos de amor,
E a ânsia incontida de sonhar...sonhar.
Que como as lembranças da infância;
Permanecerá.


Mariângela Vieira