A música toca na alma da noite,
Escondendo
Os prantos do mundo
Os prantos do mundo
Que agora roda liberto,
Das mãos sem tatos,
Neste espaço sem limites.
Livres das sombras,
Que amedrontavam
O nosso viver.
Sou eu que me vejo
No espelho do meu passado.
Aterrorizada,
Com sonhos decepados,
E o coração bem apertado.
Agora, livre estou neste espaço!
Com manhãs e noites
Unindo-se mansamente.
No silêncio...
No silêncio...
Onde a música do amor agora
Germina.
Mariângela Vieira
