Sinto um estranho aroma de flores no ar.
E carrego o desejo de voar nas alturas.
Como pássaros!
Que contemplam, sobrevoando,
Que contemplam, sobrevoando,
As sombras austeras das montanhas.
E neste contraste,
Carrego em meu peito uma angústia sombria.
Da tarde que chegará úmida como lágrimas!
E das esperanças que não sobreviverão,
Diante do naufrágio das flores oprimidas.
Mas eu sei,
Que sentirei diante de tudo, o sopro da vida.
E a sucessão da imagem triste pela alegre.
Em ver, que apenas dormem as flores perfumadas,
Junto as aves, no crepúsculo.
E este tal perfume,
Que apenas eu senti.
Agora se mistura!
Em Min’ alma...
Em Min’ alma...
Como bruma.
Mariângela Vieira
