14 de mar. de 2016

No cais da esperança.













A Menina, 
através da janela,
E no rimar das folhas que balançavam tímidas,
Olhava a sombra dos sonhos adormecidos,
Através do tempo
Que passava inseguro.

E pelo vão da porta das lembranças entreaberta,
Olhava com tristeza,
As imagens dos que dormiam com os rostos endurecidos e vázios
da falta de paisagem.

E ela, 
Se escondia na caverna mais funda do coração.
Tentando a cicatrização daquela visão,
No cais da esperança de um alegre acordar.

E deixava ali ancorada,
A tímida revolta das tempestades passadas,
Ficando a espera, de um novo sol que iria brilhar!

Mariângela Vieira