Quem sabe um dia
Eu crie coragem para aceitar “teus mares”,
Sem pressa.
Mesmo sabendo
Não ter vivido tudo, ainda.
E neste dia quem sabe, e
Sem pressa,
Aporte em mim em noite de breu,
Somente tua voz e eu.
Sem adornos e sem vislumbres!
Que possas nesta hora,
Sem pressa,
Ancorar junto ao meu, o teu coração...
Se vier a mim,
Que se dilate o tempo!
Talvez eu nem durma!
A esperar as cores do amanhã.
Ai sem pressa,
Despojaremos as nossas saudades
Neste amanhecer tão lindo.
Mariângela Vieira
