Meu olhar cheio de saudades
se prende no horizonte.
Observando o soprar do vento e o serpentear do rio.
Olho ao longe as laranjeiras...
E com os cabelos eriçados os imponentes
coqueiros.
E nas mãos carrego rosas, que
como meu coração,
Não tão viçosas.
Sinto o bater do vento
Levando meus pensamentos...
E deixando um nome a escorrer
Nas lágrimas em meu rosto.
Nas lágrimas em meu rosto.
Não sei como disfarçar este meu outono.
Quem sabe na clareira do tempo,
Onde o sol guarda para mim, Algum segredo.
Mariângela Vieira
