Quanto engano...
Em vir me silenciar
Neste
silêncio.
Eu que sou
perseguida
Por aquela voz que
deixei.
Eu que
pensei ouvir aqui,
Apenas
a voz da natureza!
O meu olhar
Instalou-se
no horizonte,
mas só quer observar
a paisagem da minha
memória.
E os meus ouvidos,
Aquela voz
Que quero extrair do
meu consciente.
Mas nesta
linda tarde de céu claro,
Apenas um
nome
Sobressai no
horizonte...
Não sinto
solidão.
Nem
tristezas!
Somente alegrias...
Em ter que atravessar de volta,
O oceano.
Mariângela Vieira
