26 de jul. de 2016

Quanto engano!












Quanto engano...
Em vir me silenciar
Neste silêncio.
Eu que sou perseguida
Por aquela voz que deixei.
Eu que pensei ouvir aqui, 
Apenas a voz da natureza!

O meu olhar
Instalou-se no horizonte,
mas só quer observar 
a paisagem da minha memória.
E os meus ouvidos,
Aquela voz
Que quero extrair do meu consciente.

Mas nesta linda tarde de céu claro,
Apenas um nome
Sobressai no horizonte...
Não sinto solidão.
Nem tristezas!
Somente alegrias...
Em ter que atravessar de volta,
O oceano.


Mariângela Vieira