
Aqui nesta clareira contemplando a lua cheia,
uma névoa fina encobre meu coração,
rouba-me lágrimas e me causa solidão.
Fixo meu olhar no céu estrelado e as
estrelas brilhantes ou apagadas,
são como as fagulhas do meu coração.
Meus pensamentos voam...
como um avião perdido, despatriado,
longe da sua nação.
Eu peço a mãe dos solitários, que não me
deixe entristecida e, que as tristezas do passado
não façam partes da minha vida.
E que este meu jardim tão ressequido, seja novamente
cultivado. Oh deusa dos enamorados,
das minhas alegrias seja a minha madrinha!
Mariangela Vieira