
O que acontece com esta linda flor,
parece aflita em seu inquieto
vai e vem, rolando ao chão
desta sala fria e vazia.
As janelas abertas,
e a rua sem ninguém.
Na sala somente ela e o vento,
nesta hora de intensa agonia.
O vento fala-lhe enquanto a faz rolar
sobre o tapete vermelho e macio,
em direção ao vaso solitário,
que ali jaz sem companhia.
Pede-lhe que jamais abandone
o companheiro fiel de todos os dias,
que um dia lhe acolhera,
e agora, ansioso a espera!
Mariângela Vieira