14 de jan. de 2013

Um para o outro.














O que acontece  com esta linda flor,
parece aflita em seu inquieto
vai e vem, rolando ao chão
desta sala  fria e vazia.

As janelas abertas,
e a rua sem ninguém.
Na sala somente ela e o vento,
nesta hora de intensa agonia.

O  vento fala-lhe enquanto a faz  rolar
sobre o tapete vermelho  e macio,
em direção ao vaso solitário,
que  ali jaz sem companhia.

Pede-lhe que jamais abandone
o companheiro fiel de todos os dias,
que um dia lhe acolhera,
e agora, ansioso  a espera!

Mariângela Vieira