29 de jul. de 2015

Uma alma triste.














Alma solitária,
Em luto, 
Vazia de sonhos e de vida.
Se encerra ali naquele dia inútil
Num tédio sem sentido,
Sem conforto,
Em total desconforto,
Totalmente só.

Escuta o relógio a bater
No mesmo tom.
Perdido em algum canto 
Da casa vazia e triste.
E diante da solidão,
Põe-se a velar
Neste dia de chuva,
Com tristeza,
A morte da sua própria alma.

Mariângela Vieira