4 de ago. de 2015

O que restou.














Do canto e das flores 
Nada restam, Só raízes.
Agora o tédio,
No lugar dos dias felizes.

Pouco resta, de pé.
O que tinha aqui, já se foi.
Perdeu-se a ânsia
E a fé.

A vida que era,
Hoje não é.
Acabaram-se os sonhos,
A surpresa...

Agora, 
Só a estática aurora 
Que apavora.
E o mar do esquecimento.


Mariângela Vieira