Nada restam, Só raízes.
Agora o tédio,
No lugar dos dias felizes.
Pouco resta, de pé.
O que tinha aqui, já se foi.
Perdeu-se a ânsia
E a fé.
A vida que era,
Hoje não é.
Acabaram-se os sonhos,
A surpresa...
Agora,
Só a estática aurora
Que apavora.
E o mar do esquecimento.
Mariângela Vieira
