As flores dormiam no jardim serenadas pela madrugada,
E o
horizonte, em chamas, despertava
as rosas orvalhadas.
Que bordavam a terra,
Enquanto ao céu, rumavam!
Como pássaros em revoadas.
Estas são miragens que vislumbro do passado não muito distante.
E da janela,
Vejo o futuro como
um rio sombrio,
Aportando o passado.
Choram meus olhos, das visões, nela crescida.
Choram meus olhos, das visões, nela crescida.
Soluçam do meu
desalento...
As lembranças que precisam
ser libertas,
Das andanças inúteis da minha imaginação.
