5 de nov. de 2015

Choram meus olhos.











As flores dormiam no jardim serenadas pela madrugada,
E o horizonte, em chamas, despertava as rosas orvalhadas.
Que bordavam a terra,
Enquanto ao céu, rumavam!
Como pássaros em revoadas.


Estas são miragens que vislumbro do passado não muito distante.
E da janela, 
Vejo o futuro como um rio sombrio,
Aportando o passado.                                                                                                         
Choram meus olhos, das visões, nela crescida.
Soluçam do meu desalento... 
As lembranças que precisam ser libertas,
Das andanças inúteis da minha imaginação.

Mariângela Vieira