31 de out. de 2015

Resta-me agora.















Já não sinto admiração ao abrir a janela.
Porque só vejo um dragão gigante iluminado,
A devorar a natureza.
Nada mais!
Além de uma noite poluída
A infectar os pulmões da humanidade tão sofrida.

E com minhas mãos atadas
Eu contemplo com tristeza
A imensidão da noite outrora tão estrelada.
Que eu sentia no ar,
O aroma das orvalhadas.

Agora só me resta aguardar
O que tanto meus olhos rejeitam…
Os dias piores que irão chegar!
E que não haverá nada de bonito a contemplar.

Mariângela Vieira