Já não sinto admiração ao abrir a janela.
Porque só vejo um
dragão gigante iluminado,
A devorar a
natureza.
Nada mais!
Além de uma noite poluída
A infectar os pulmões da humanidade
tão sofrida.
E com minhas mãos atadas
Eu contemplo com tristeza
A imensidão
da noite outrora tão estrelada.
Que eu sentia no ar,
O aroma das orvalhadas.
Agora só me resta aguardar
O que tanto meus olhos rejeitam…
Os dias
piores que irão chegar!
E que não haverá nada de bonito a contemplar.
E que não haverá nada de bonito a contemplar.
Mariângela Vieira
