9 de dez. de 2015

Não me deixe sozinha!













Não me deixe sozinha!
Seria mais um rosto fundido na paisagem mórbida
Das pessoas tristes e sem vida,
A circularem pelas ruas com rostos endurecidos,
Que irradiam a paisagem contida em seus corações.


Seria entre tantos, mais uma apenas
a circular rumo ao nada.
Talvez por trás das máscaras empedradas,
Ainda possa escutar o tilintar da vida.
Que ainda não se fora...


Mas diante de um jardim cheiroso e florido
Onde nada sentiam,
Eu sinto deliciosos aromas! 
E colho apenas uma flor 
Para lembrar-me com alegria,
Que sou tua.

Mariângela Vieira