Meus olhos percorrem a
casa silenciosa,
São eles que
aqui habitam!
Talvez nem sejam
mais meus.
Eu apenas permaneço sózinha neste lugar,
Sentada, a admirar o sol.
E que nesta
tarde quente,
Bate na
parede de barro caiada
Cheia de flores!
Cheia de flores!
O sol é fiel.
Mas também se vai quando chega a hora.
Meus sonhos
vêm e vão...
Deixando-me também.
Tento recriar um mundo de
sensações perdidas.
E hoje talvez,
Até a noite me esconda as estrelas!
Mariângela Vieira
