11 de jan. de 2016

Recolha-me.

 









Recolha-me em silêncio,
Sem nunca esquecer
Deste perfume que te embriaga,
Como vinho
Por nós partilhado.

Lembre-se de mim nunca triste e sozinha.
Sinta-me em volta
De tudo que gostamos.
Como sentimento
Que une a nossa alma!

Recolha-me em ti,
Em teu aconchego.
É impossível viver sozinha
Depois deste bailado...
Depois da nossa carne inflamada.

Não nos deixe esfriar pelo ar gelado.
Nem que apaguem nossas luzes!
Ficaremos tristes e sozinhos,
Açoitados pelo vento,
Neste relento.


Mariângela Vieira