A minha rede
balança...
em cima da
terra batida deste chão.
Embaixo do alto
e florido caramanchão,
trançado de
tanta beleza.
A minha rede
balança...
Trazendo-me
paz que atravessa abismos.
Tantos perfumes e coloridos,
longe do
mundo das dores e de tantos rumores.
A minha rede
balança...
Eu não balançarei
depressa.
Não posso privar
meu olhar
De como os pássaros,
voar!
Mariângela Vieira