Naquela ânsia pelo bem viver,
As futilidades julgadas fundamentais,
Ficaram soterradas nos escombros das velhas fantasias.
Encobertas pelos tijolos enganosos das falsas idolatrias.
E para não mais escutar
Os acordes d’aquele antigo despertar,
Agora ficará a ouvir as
Singelas sinfonias das liras que tocam,
Despertando para um novo e abençoado dia.
...E lá pelos labirintos das antigas e feias manias,
Com olhares raivosos,
Parecendo fogos brilhantes
Iluminando a noite,
Ficaram os falsos deuses arrastando correntes.
Que ao longe se escuta!
Na espera de novas presas,
Só para impedir novamente
O verdadeiro proposito do bem viver.
Mariângela Vieira
